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Os relatos registrados no livro de Atos dos Apóstolos, escritos por
Lucas, a quem Paulo se refere como “médico amado”, impactam,
surpreendem e inspiram pessoas ao longo dos tempos, épocas e culturas. É extremamente
surpreendente como ele conseguiu captar os detalhes e organizá-los de acordo
com os acontecimentos ocorreram. Doutor Lucas, guiado por Deus e inspirado pelo
Santo Espírito relata mais de trinta anos de história da Igreja desde a
ressurreição de Cristo, passando pelo glorioso Pentecoste, pela conversão de
Saulo (também chamado Paulo), as viagens missionárias e a chegada de Paulo em
Roma após ser preso e, consequentemente, martirizado. Porém, o mais
importante se revela na mensagem que Atos do Apóstolo transmite. Não é apenas
um livro histórico (como muitos afirmam), mas também espiritual, e traz ensinos
que devem ser seguidos pela igreja em todos os tempos e lugares.
Destinatário – O versículo um é onde encontramos a quem
Lucas escreve e destina “Atos dos Apóstolos”: Teófilo (do
grego Théophilos, junção de philos (que significa amigo) e Theo (que quer dizer
Deus), ou seja Teófilo significa “amigo de Deus). Não se sabe muito sobre este
homem e o que temos são meras especulações, não irei discorrer delas aqui por
não ser esse nosso objetivo maior.
No primeiro versículo temos a expressão “Fiz o primeiro
tratado...”, em algumas versões “primeiro livro”, que é uma
referência ao Evangelho cuja autoria é atribuída ao mesmo Lucas de Atos, também
escrito e destinado a Teófilo. Esse primeiro tratado, ou livro, relatou “tudo
que Jesus começou não só a fazer, mas a ensinar” e termina com a ressurreição
de Cristo, seus quarenta dias na terra após ter revivido falando das coisas
concernentes ao reino dos céus, até depois de ter dado mandamentos aos seus
discípulos e subido aos céus (v. 2-3).
Determinação de Cristo (4-7) – Lucas frisa a determinação de Jesus
como vemos no versículo de número quatro; a ordem era para “que não se
ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai”. Logo em
seguida, no versículo 5, Jesus vai relembrar e confirmar as palavras do profeta
João Batista, que é a “promessa” em questão: o batismo com o
Espírito Santo. Os discípulos viram nas palavras de Cristo algo
plenamente político e terreno, mas ele estava se referindo a algo muito mais
sublime e espiritual e diz que não cabe a nós sabermos os tempos determinados
por Deus.
O QUE É O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO?
1- Batismo com o
Espírito Santo não significa que você está o recebendo:
O Batismo com o Espírito Santo se difere de recebê-lo. No
Evangelho Segundo São João, capítulo 20, versículos 19 ao 23, diz que os
discípulos na tarde de domingo da ressurreição estavam trancados com medo dos
judeus e Jesus chegou e se pôs no meio deles, desejou-lhes paz e no versículo
22 “assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.” – Ou seja,
antes de ser Batizado no Espírito Santo a pessoa já o tem.
2- Não significa
salvação:
Se afirmarmos que o Batismo, anunciado por João Batista e
reafirmado por Cristo indica salvação teremos que admitir que os discípulos de
Cristo antes de Atos 2 não eram salvos, e isso é absurdo. Portanto, ele não é
salvação.
A Teologia Sistemática Pentecostal responde da seguinte maneira:
“É um revestimento e derramamento de poder do
Alto, com a evidencia física inicial de línguas estranhas, conforme o Espírito
Santo concede, pela instrumentalidade do Senhor Jesus, para o ingresso do
crente numa vida de mais profunda adoração e eficiente serviço para Deus (Lc
24.49; At 1.8; 10.46.1 Co 14.15,26).” (p.191)
Em resumo, o Batismo com Espírito Santo, é uma experiência
sobrenatural que o homem pode experimentar após sua conversão e tem objetivo
glorificar a Deus, e capacitar o crente para melhor serviço na obra do Evangelho.
Versículo 8- A Promessa deste poder e a expansão do Evangelho – Cristo disse em
resposta os discípulos que “não vos pertencem saber os tempos ou as estações
que o Pai estabelece pelo seu próprio poder” (v.7), porém ele vai adiante e
continua a dissertar sobre a mensagem principal do texto que lemos: “a promessa
do pai”, por intermédio de Jesus, acrescido do cronograma da expansão do
Evangelho, dizendo: “Mas recebereis virtude do Espírito Santo, que há
de vir sobre vós e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda
Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”
1- Receber “virtude”
ou “poder”: A palavra traduzida para virtude ou poder neste
versículo é dunamis (literalmente “dinamite”), e significa o poder que capacita
o crente a fazer obras maravilhosas, sendo instrumento da ação do Espírito
Santo. É algo notório pelo livro de Atos e por toda a história da igreja. Este
poder não é apenas para o passado, ele sempre foi e sempre será uma realidade
presente na vida da igreja.
2- Ser-me-eis
testemunhas: Cristo ao dizer isto não aponta somente que eles pregariam o
evangelho, mas que morreriam por ele. Um dos significados de “testemunha” no
grego é mártir e ao olharmos as formas pelas quais os discípulos foram mortos
vemos que a palavra de Cristo foi cumprida.
3- Jerusalém, Judeia,
e Samaria, e até os confins da terra: Este é o cronograma de Deus e seguido
fielmente pelas páginas do livro de Atos. No capítulo 2, após o pentecostes e a
pregação de Pedro em Jerusalém, quase três mil almas se renderam a Cristo
(v.41); capítulo oito por causa da perseguição o Evangelho chega a Judeia e a
Samaria (v.1), em Atos 11.19 a mensagem de Cristo expande para outras cidades
fora das terras de Israel.
Conclusão:
O poder de Deus precisa ser contínuo na vida da igreja. As nossas
forças e artifícios não podem e nem conseguem sustentar a igreja, somente com a
pregação fiel da Palavra e das manifestações sobrenaturais de Deus, aquelas
descritas e aprovadas pelas Escrituras, podemos ser edificados por Cristo e em
Cristo através do Santo Espírito. A promessa de
Deus de capacitar os cristãos não morreu com os primeiros fieis, nem com os
Apóstolos e muito menos com os desvios da igreja ao logos dos tempos, muito
pelo contrário, ela continua viva e está ao alcance de todo aquele que deseja
ser revestido.
Igreja, como os irmãos de Atos lutavam perseverando em oração para
viverem e experimentarem a manifestação e capacitação do poder de Deus em suas
vidas, que nós venhamos buscar isto em nossas vidas. Jesus é o mesmo ontem,
hoje e eternamente (Hebreus 13:8), portanto, o Senhor não muda (Malaquias 3.6).
Ele ainda pode fazer infinitamente mais por nós, assim como ele fez nos grandes
reavivamentos espirituais; assim como ele fez na Rua Azuza, de onde surgiu o
movimento Pentecostal; assim como ele fez através de Daniel Berg e Gunnar
Vingren ao os enviarem para o Brasil e através deles ascender à chama e o
fervor pentecostal, ele pode derramar mais uma vez o seu poder. Sejamos
inflamados pelo fogo do Espírito. Busquemos e confiemos em sua
Palavra!
Por Jonatas Oliveira
Por Jonatas Oliveira
Postado originalmente em: https://www.rujamproject.com/2018/06/teologie-se-grande-promessa-de-poder.html


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